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Febre Amarela e vacina em Munique
Sociedade

Febre Amarela e vacina em Munique

Natália Natália Lima
20 de abril de 2017
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Servus!

Após as notícias mais recentes, tomar a vacina contra Febre Amarela tornou-se uma preocupação para pessoas que visitarão o Brasil mesmo apenas em zonas urbanas. Nunca havíamos nem sequer pensado nisso porque Salvador (minha cidade) não constava da lista de recomendação e sempre ficamos ali mesmo, definitivamente não seria o caso.

Porém, a exatos quinze dias antes da viagem surgiu o primeiro caso da doença ali e começou minha corrida contra o tempo para buscar informações sobre a vacina e como tomá-la em Munique. Internet? Não encontrei ajuda. Mas, agora tem – aqui no Batatolândia.

Primeiramente é bom esclarecer que a imunização contra Febre Amarela, bem como a da Malária, Cólera e alguns tipos de Hepatite não fazem parte do calendário de vacinas obrigatórias estabelecidas pelo governo alemão. Isso significa que essas chamadas vacinas de viagem – Reiseimpfung – apenas são ministradas por médicos especialistas e mediante pagamento.

Os preços em Munique variam entre € 40 e € 100 euros. A boa notícia é que alguns seguros de saúde ressarcem parte da despesa (de 40% a 80%), por isso é bom guardar a nota fiscal. O procedimento de reembolso normalmente é bastante simples, rápido e, em geral, deve ser realizado no máximo até quarenta dias após a vacinação.

E como faço para encontrar esse médico especialista? Em alemão, o título da área que trata sobre vacinas para viagem, entre outros temas, é Reisemedizin, também sendo utilizado o termo Tropenmedizin. Ao que parece, enquanto especialidade médica, são ramos relativamente novos no Brasil e por isso não encontrei outra expressão se não Medicina do Viajante e Medicina Tropical, respectivamente traduzidas.

Preciso de encaminhamento do meu médico – Überweisung? Se você não tem nenhuma condição de saúde especial, pode ir diretamente à clínica. Do meu relato pessoal, acabei tendo de fazer um verdadeiro percurso para garimpar as informações que precisava, por isso fui primeiro à minha médica (Hausartzt). Ela, tal como a pediatra do meu filho, se declararam impedidas de me dar explicações sobre a vacina – por questões legais eles só podem trabalhar com imunização obrigatória/do calendário. A nossa cidade destino ainda não estava no mapa de alerta a risco de Febre Amarela e por isso ela sugeriu que eu fosse ao Centro de Vacinação da Universidade de Munique (LMU), cujo núcleo de pesquisa seria mais atualizado.

O funcionamento lá é por ordem de chegada. Ninguém te explica nada na recepção. A senhora recepcionista repete a cada cinco minutos a mesma frase “para atendimento, coloque o nome na lista e preencha o formulário” e assim não lhe resta outro a não ser fazer o que ela disse e esperar. Quando finalmente te chamam (não demorou tanto, só o tempo de brincar de carro e ler dois livros para meu filho) então você pergunta: “Posso tomar a vacina? Sim.“ … e €25 euros. É isso. Não tem exame, só a repetição dos termos de responsabilidade e efeitos colaterais que nos dão na entrada. Saí de lá do mesmo jeito que entrei, não fosse a gentileza e educação da médica que me recebeu. A minha dica é justamente essa: se você deve tomar a vacina vá diretamente no dia e aproveite o momento anterior para tirar suas dúvidas, economizando assim tempo e dinheiro.

Grüße aus München!

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Natália Lima
Natália Lima
Autor
Sou brasileira, mãe, mulher, advogada e inquieta. Moro em Munique há três anos e venho me conhecendo cada vez mais desde então. Adoro conversar, ouvir, trocar, acolher, ser acolhida... e talvez esteja chegando perto de descobrir algo que ainda não sei o q

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