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Berlim: A capital gay da Alemanha
Lifestyle

Berlim: A capital gay da Alemanha

Celso Celso Fernandes
20 de junho de 2017
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Eu sou gay, e isso é uma coisa boa

Klaus Wowereit

- Declarou o prefeito governante de Berlim, Klaus Wowereit, em 2001. Mas não só desde então que a capital alemã é vista como um centro da cena LGBT. Wowereit não é mais o prefeito, mas Berlim continua sendo uma cidade de diversidade vívida e ainda é uma das cidades mais representantes ​​do LGBT na Europa. Quer saber o porquê? então vamos dar uma "manjada":

Na década de 20, quando Berlim se tornou um ícone internacional do estilo de vida urbano e vida noturna vibrante, a cidade já contava com uma cena gay bastante avançada. Inclusive com bares, teatros e até salões de baile para homens. Durante o regime nazista, homossexuais e transexuais foram duramente oprimidos, criticados e perseguidos. Muitos foram parar na prisão e em seguida levados até campos de concentração aonde, finalmente, foram assassinados. O memorial dos homossexuais perseguidos sob o nazismo foi erguido em 2008 para lembrar as crueldades cometidas durante o regime. Para quem tem interesse em conhecer, ele fica em frente ao famoso Memorial do Holocausto.

Gay Memorial Berlin
Memorial gay em Berlim

Depois da Segunda Guerra Mundial a cena homossexual emergiu rapidamente, tanto no leste como no oeste. Berlim Ocidental recuperou sua reputação de Metropolis Gay da Europa nos anos 70 e, no leste, uma cena parcialmente tolerada de lésbicas e gays também ganhou vida. Finalmente no início dos anos 90, o movimento LGBT voltou a se manifestar na cidade.

Hoje, Berlim é muitas vezes referida como centro internacional da cena gay. Existem inúmeros bares, clubes e festivais acontecendo na cidade. Um dos pontos de acesso, do mundo gay em particular, é a área em torno de Nollendorfplatz em Schöneberg (Linha U1 do metrô). Especialmente nas redondezas da Motzstraße é possível encontrar uma grande concentração cor-de-rosa com pubs, bares, clubes e lojas. A poucos quarteirões ao norte, você encontra o Gay Museum, que retrata em uma exposição permanente a vida colorida na capital.

Os bairros da moda Kreuzberg, Friedrichshain e Prenzlauer Berg também possuem uma cultura LGBT bem diversificada; Bares como Roses ou Ficken 3000, ambas na Oranienstraße, são hubs gays. Além disso, a cena do techno também teve sua parcela de influência gay. Boates famosas como Berghain se orgulham de sua tradição gay. Outros points da cena são: o lendário Club SO36, o SchwuZ em Neukölln, o Bar Zum Schmutzigen Hobby em RAW ou a boate KitKat.

Apesar de todo este clima liberal muitos acreditam que Berlim não oferece a aceitação necessária. Lésbicas, gays e transexuais ainda são muitas vezes discriminados ou vivem com medo da violência. Há muitas ONGs que lutam por melhorias dos direitos gays e por uma maior aceitação em todas as camadas da sociedade. Eventos como o Gay-Lesbian Street Festival na Motzstraße ou o Christopher Street Day (ambos em junho) relembram a luta contra a opressão e a discriminação. Até mesmo o Festival Internacional de Cinema de Berlim tem um prêmio gay apelidado de "Teddy". Para quem busca mais detalhes sobre a cena gay em Berlim, eventos e outras informações, verifique o site Patroc.

Locais

  • Roses - Oranienstraße 187 - Aberto das 21 Horas até 6 Horas
  • Ficken 3000 - Urbanstraße 70 - Aberto das 22 Horas até 10 Horas
  • SchwuZ - Rollbergstraße 26 - Aberto das 23 Horas até 09 Horas
  • Bar Zum Schmutzigen Hobby - Revaler Str. 99 - Aberto das 19 Horas até 06 Horas
  • Gay Museum - Lützowstraße 73
  • SO36 - Oranienstraße 190
  • Kit Kat - Köpenicker Str. 76
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Celso Fernandes
Celso Fernandes
Autor
Engenheiro, empreendedor e programador de fim de semana.  Natural de Petrópolis, RJ. Trinta e poucos anos de idade e há dez anos vivendo na Alemanha. Escreveu o primeiro post no Batatolandia em 2008 e desde então não parou mais.

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